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Arquivo da tag: virada cultural

sobre a virada em Ribeirão Preto

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... é.... a gente não tem cara de babaca

Não se trata de comparar inutilmente a virada de sampa com a de Ribeirão Preto.

A nina becker fez um show razoável. Segundo um amigo, nota seis e mei… 6. Era incrível como a menina do palco estava tensa, presa. Melhorou quando expôs seus medos: “Então, vou fingir que tudo bem, tocar guitarra aqui pra vocês, na frente de todo mundo, sem ficar nervosa” – e não falou dando migué, não. foi legal e sincera nesta parte.

O problema veio depois: passaria “à meia noite levarei sua alma” no cine Cauim.

Éramos cinco e junto a nós mais uns vinte desconhecidos que vinham e iam.

As portas

estavam cerradas e não foram

abertas.

Não havia nem aviso do cancelamento do filme. É o típico caso: me fizeram de palhaço!

Claro que é bom bater um papo com os amigos, mas não necessariamente à uma da manhã com um monte de crackeado enchendo o saco no centro escuro de Ribeirão.

UMA veRgonha, Cauim! Uma VeRgonha, organizadores. Teve um maluco que morava perto da USP e que foi lá só pra ver o filme. Depois, coitado, não tinha nem como voltar pra casa, tava sem carro e com a grana de estudante que não queria perder pro táxi por nada.

Como diria um conhecido, a virada cultural de Ribeirão é uma piada de mau gosto.

sobre a virada cultural paulista

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Ribeirão não terá GRAAAAndes atrações na virada.

Eu vou ver apenas o cine Goethe (Alameda do sol), Nina Becker no municipal e Garoto Cósmico no Cauim no outro dia com meu Calvin, e talvez autoramas.

Titãs tô fora, talvez também Lobão em São Carlos.

Queria mesmo era Cat Power, mas esta vai tocar muito longe.

Pode ser discutida a grana gasta com a virada na capital e no interior em um país já com verbas tão escassas.
Pode ser argumentado que o excesso de atrações prejudica paradoxalmente o espetáculo: nem se consegue pensar no que se viu e já sai todo mundo correndo.

Mas uma coisa, pra mim, é inegável: é a virada do caralho! É uma experiência estética muito legal, que não deve e nem pode ser a única, tudo bem. Mas não vejo nela mesmo nenhum problema em acontecer.

Sobre mafaro

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Abujamra, o André, é um músico bem interessante. Tinha tudo pra ser um desconhecido, já que suas músicas estão longe do comum. Mas, ao que me parece, sabe se promover bem (o que é uma virtude) sem perder a autoria.

Não é nada simples esta equação. O sujeito ser um músico profissional sem ser comercialesco.

A música é pop, como em seus últimos álbuns, e se aqueles filhos das putas colonialistas ouvissem o álbum decretariam do alto de suas respectivas ignorâncias e soberbas: “world music”, ou seja, não sou capaz de classificar este som esquisito de fora do meu Alabama.

Mas o pop não está sombrio como em retranformafrikando, de 2007, em que acabara de reduzir o estômago e estava horrorizado com a morte tão próxima.

André estava no último show bem ligado com o público e com a tecnologia, e criava um ambiente de transe coletivo. Vejamos como os tambores de mafaro estarão desta vez, né? espero ver logo, na virada cultural, de preferência.

aqui Mafaro rico farah – e eu sinto felicidade em você.