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cidade nota 5,5

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Que Ribeirão Preto é uma cidade nota 5,5 (lê-se cinco e meio) para se viver, muita gente sabe.

Não, não sinto falta de não ter um lugar que venda 24 horas por dia o broche vermelho raro do lado B da terceira fita demo da banda cover do primo do meio-irmão do cunhado do desafeto do holding (?) do Sigur Rós.

Nesta vaga e imprecisa e obscura e parcial e imbecil opinião, faltam, entre outras coisas, barzinhos indie pra sair. Daí minha alegria quando descubro lugares como a coisa. Barzinhos sem grandes pretensões mas com algo a mais de esquisito para se oferecer, como é o caso da Carniceria ou do Tapas em São Paulo ou, ainda, da Borracharia (acho que ficava na Vila Madalena, não é? -será que ainda existe?).

Mas uma coisa que para mim faz a nota crescer de vez em quando é o privilégio de contar com o chopp fresco. Se na época de meus avós ou pais era no Pinguim, hoje está na Colorado o diamante.

Pede-se o chopp e ele vem fresquinho na sua casa, pois acabou de ser engarrafado no bairro ao lado – há também a opção do bar. E, claro, a bebida é de qualidade mundial. Não dá pra ir ou pedir toda semana, mas tudo bem.

Hoje teremos em casa a cerveja Colorado Ithaca, edição limitada, com rapadura queimada na fórmula, que só se encontra em lugares precisos de Ribeirão ou pela internet. Será que é boa?

Todos os caros leitores estão convidados.

Sobre a cena da augusta – Druques

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Ouvi um par de bandas naqueles bares da Augusta no ano que recentemente acabou, 2009.

Falarei hoje de uma banda chamada Druques: http://www.myspace.com/druques

Não a conhecia, e me impressionou muito ao vivo: energia, instrumentos com personalidade, bem ensaiados; o vocalista apenas cantava sem grandes pretensões e não ficava enchendo o saco passando uma mensagem para mudar o mundo, o que não caberia naquela hora.

Ao passar das semanas fui ouvir a produção desta banda em estúdio. A influência que pelo adiantado da hora não era tão óbvia é clara demais: trata-se de uma tentativa de tocar Strokes em português – o que não teria nada de errado, a não ser que se trata de uma banda talentosa e que possui capacidade de fazer algo mais inovador do que fez.

O vocal é distorcido como o do Casablancas. A guitarra tem aqueles solinhos despretensiosos ao ritmo certinho da bateria, que é conduzida por um humano tocando como computador. E as letras são legais, com certa sinceridade juvenil (tipo “penso em em matar”), o que combina, orna.

É, portanto, legal, mas parecido demais com Strokes, e depois de um tempo para quem ouviu tanto a banda de Nova York o grupo paulistano fica enjoativo. Não dá pra ouvir mais do que duas vezes.