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Arquivo da tag: sociedade

uma nação imbecil é a que precisa do direito

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Educar as pessoas? Progredir? Não.

Os políticos brasileiros e boa parte da esquerda (neste caso, incongruentemente) gostam mesmo é de lei. LEI! Do ESTADO forte!

Uma sociedade estúpida precisa mesmo do direito para reger todo e qualquer aspecto da vida em sociedade: como transar, como educar seus filhos, como disciplinar as matérias na escola, como cantar o parceiro ou parceira.

Digo isto pelo encontrado no projeto de lei (LEI) de n. 2.654/03.

Não compartilho com os que dão palmadas em seus filhos, mesmo que as chamadas “educativas”, palmadinhas sem dor. Não é este o caminho para uma boa educação.

É verdade também que estas palmadinhas que deixam apenas dolorosos rastros psicológicos podem progredir para castigos corporais mais fortes. Isto também é verdade.

Contudo:

1- As LEIS NÃO ALTERAM PORRA NENHUMA! Veja você quanto subiu a taxa de homicídio no Brasil desde a aprovação das leis dos crimes hediondos (1990).

2 – No caso específico, TODOS SABEM QUE NÃO SE PODE ESPANCAR UMA CRIANÇA! Quem espanca hoje vai continuar ESPANCANDO!

3 – A cultura da repressão e da preguiça prefere, ao invés de um movimento legítimo, nacional e atuante que vise a educação da população brasileira, a LEI!

4 – Co efeito, QUEM FALOU QUE LEI CONSCIENTIZA? O que conscientiza é educação. Veja você o que fizeram com a maravilhosa (sério) constituição de 1946 no abril de 1964.

5 – A tutela pela educação das crianças é dos pais, que devem tocar esta vida da maneira que acharem correta. Isto não quer dizer, é claro, que podem espancar uma criança, matar a criança de tanto dar doce ou de não levá-la na escola.

6- A constituição, tratados internacionais, o código penal e o ECA já proíbem castigos físicos. De que vale esta lei, que sequer prevê sanções sérias? O ECA já previa a tal da conscientização através de uma série de medidas.

7 – Portanto, a lei não é cumprida e é ignorada. Qual a solução? OUTRA LEI.

O caminho para a sociedade brasileira crescer, nesta visão, é outro e passa bem longe do direito e das leis. Estas servem atualmente apenas para viúvas da revolução francesa e do Iluminismo (como Marx), estes que querem levar a “razão” e as “luzes” a todos.

Depoimento este de um cara que nunca apanhou de mãe ou de pai, este, por sua vez, espancado quando criança.

A diferença desta lei é que não existe mais a figura de castigo moderado ou imoderado, como previa o artigo 136 do Código Penal. O problema, vejam, é que com a lei o problema não resolve. E, no caso, o problema é das crianças e, assim, elas vão continuar a apanhar por mais 70 anos em virtude de uma política legislativa que fecha os olhos à realidade e lava as mãos apenas por que o presidente sanciona uma lei.

Sou contra a cultura da violência. Sou contra, da mesma forma, a cultura legalista, iluminista e preguiçosa dos iluminados. Mesmo se se admitir que deve acabar o castigo moderado ou não.

Em vez de vigiar e punir, a idéia do Brasil é não Educar e CASTIGAR!

QUE VIVAM AS LEIS! QUE VIVA UM PAíS QUE SE ENGANA APROVANDO LEIS! AGORA VAI!

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Sobre jornalões e regulações

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Esta semana o Estadão estampou em primeira capa que Romeu Tuma Junior, secretário de Lula, teria relações próximas demais com a máfia de contrabando chinesa, e mais ainda com o “chefão” Paulo Li (Li Kwok Kwen) a quem teria inclusive convidado para dormir no mesmo quarto de hotel.

No dia seguinte a Folha diz que a denúncia foi exagerada e que Tuma Jr. é amigo de Paulo Li há mais de 30 anos – e Li não seria o todo poderoso da máfia.

Não vou tratar, contudo, de Tuma, mas de Eugenio Bucci, que defendeu em artigo que o Judiciário não pode nunca condenar um jornal.

Ora, vejamos no caso específico: suponhamos que a denúncia do Estadão seja claramente falsa e exagerada, como diz a Folha. Como é que fica? O judiciário não pode se manifestar?
Lembram-se do caso da Escola Base, não é?

Bucci se esqueceu que os media são organizações privadas controladas por agentes privados bastante interessados em certos assuntos, com rixas pessoais como qualquer ente privado.

A possibilidade de censura prévia talvez seja realmente algo exagerado, mas o autocontrole das grandes corporações também não levará a lugar nenhum melhor. E o direito não existe para melhorar nada. Ele não melhora nada nunca, ou melhor, muito raramente melhora algo. Mas a função principal é controlar – e admitir isto proporciona mais bônus que perdas.

Dizer que não é o direito que melhora a mídia é um truísmo e, como tal, não serve para nada.

E mais: esquece-se que o STF considerou a lei de imprensa inconstitucional, mas expressou claramente que o direito civil é aplicável à mídia.

Bucci trabalha com tipos ideais, como se a imprensa service à sociedade e fosse um instrumento da democracia, quando na verdade só quer saber no Brasil é de ganhar algum, com óbvias exceções.

Diálogo com a sociedade? Já viram o setor de cartas dos jornalões?