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sobre a Nina Becker

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Ano passado na virada cultural em Ribeirão eu e uns amigos fomos até o teatro municipal assistir um show de Nina Becker – falei disso neste post.

Ora, Nina era da orquestra imperial, e valia muito a pena conferir o que ela estava fazendo.

O show foi de razoável pra baixo, dado o nervosismo excessivo da mina.

Entretanto, o álbum dela intitulado “Vermelho”, o álbum do show meia boca, está ótimo.

Nina Becker

Nina Becker - Vermelho

É pop? É pop. É h20 com açúcar. Mas é disco de clima, e isto ultimamente poucos discos nacionais conseguem fazer.

Nina não é uma cantora de vozeirão, dá umas desafinadas tipo omicróbio de vez em vez. Mas ao contrário deste no disco de Nina fica legal, dá aquele clima. E o que é a música senão clima?

A música não tem letra, assim como os objetos não tem cor.

Destaco a música de abertura, Madrugrada Branca, pelo vapor e “Superluxo” pelo Tan-tan-tan. Janela também é legal.

“Só pra me confundir, eu sei. Você parece uma pessoa tão normal. Você me fez acreditar que sentimentos são sempre banais. Eu te ouvi, e acreditei, mas porém não somos mais o que pensei. Já nem ligo, tudo bem. Mas eu discordo de você”.

Bestinha, né? Mas dá CLIMA.

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PS1: O meu senão com este álbum e, aliás, com muitos álbuns de artistas solos é saber até que ponto o álbum é do artista e até que ponto a banda influencia a sonoridade.

Não existe esse negócio de álbum solo, a não ser em raríssimas exceções.

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PS2: Às vezes fico feliz com a música nacional – exemplos hoje que ouço são Nina, Cérebro eletrônico, Apanhador só, Jennifer Lo fi, Tulipa Ruiz, Thiago Petit e, claro, Mombojó.

Só me assusta o inglês. Pra ouvir em inglês existem os ingleses. Mas não vou disputar guerra.

Sobre mafaro

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Abujamra, o André, é um músico bem interessante. Tinha tudo pra ser um desconhecido, já que suas músicas estão longe do comum. Mas, ao que me parece, sabe se promover bem (o que é uma virtude) sem perder a autoria.

Não é nada simples esta equação. O sujeito ser um músico profissional sem ser comercialesco.

A música é pop, como em seus últimos álbuns, e se aqueles filhos das putas colonialistas ouvissem o álbum decretariam do alto de suas respectivas ignorâncias e soberbas: “world music”, ou seja, não sou capaz de classificar este som esquisito de fora do meu Alabama.

Mas o pop não está sombrio como em retranformafrikando, de 2007, em que acabara de reduzir o estômago e estava horrorizado com a morte tão próxima.

André estava no último show bem ligado com o público e com a tecnologia, e criava um ambiente de transe coletivo. Vejamos como os tambores de mafaro estarão desta vez, né? espero ver logo, na virada cultural, de preferência.

aqui Mafaro rico farah – e eu sinto felicidade em você.