Assinatura RSS

Arquivo da tag: kings of leon

Sobre o Festival SWU

Publicado em

É assim a vida mesmo.

Eu sempre acho que vou mudar por que alguma coisa vai acontecer de diferente.

Um novo ano, um novo vibrador, uma nova raquete de tênis, um novo cigarro, mais uma dose, um novo papai noel, uma nova faculdade, uma nova bomba atômica, um novo helicóptero. Os livros novos e raros álbuns de música talvez sejam a única coisa que realmente me mudam – dificilmente saio do mesmo jeito depois de um Fausto, de um Grogotó ou de um Sertões – ou de uma Tábua de Esmeraldas ou de um Karma.

Mas sou o mesmo: ouvindo em minha mente todas estas palavras, com os dedos roídos em função do excesso de ácido úrico e de problemas ancestrais na fase oral. Bebi todos os dias desta semana. Todos. E vou beber de novo daqui a pouco.

Não que seja alcóolatra nível 7, mas nível 2 acharia bem razoável, na corda bamba pro nível 3.

Por que estou falando isto? Bom, porque basicamente algumas coisas não mudam – também pro bem. No começo do mês que vem verei Kings of Leon de novo. E R. Spektor. E Queens of the Stone Age. E Rage contra a Máquina. O Dave Métius eu odeio – o-de-i-ó.

O problema é só que um festival caipira, no interior de São Paulo, é chamado de SWU Music and Arts Festival – aidontanderstendthis.

Qualquer pessoa sensata acabaria logo esta porra de mestrado. Mas eu, às vésperas da qualificação, vou pra música.

Qualquer pessoa sensata (digamos, tipo um Bios Politikos) pouparia dinheiro pra comprar a nova oferta de ações da Petrobrás, a fim de ganhar 10 porcento em 5 anos.

Mas eu vou pro show e, infelizmente, mas muito infelizmente mesmo, sozinho – oxalá que isso mude.

Anúncios

Sobre o tim festival de 2005 e cinco anos

Publicado em

Foi um dia mágico. Eu e minha mina mais a Martinha. O começo foi com o Mundo Livre S/A (Toda gata deveria virar freira – ou então usar corrente e coleira). Mundo Livre já era meu amigo de longa data.

Seguiram M.I.A, Arcade Fire, KINGS OF LEON e Strokes.

Eu queria era ver mesmo o KOL, e realmente acho que foi o melhor show, mas o que mais me impressionou foi o Arcade Fire. Os quinhentos e cinquenta e três músicos da banda pareciam estar em um constante êxtase, pra não falar em gozo, embora o som estive um pouco baixo.

Sabia que o tal Arcade tocaria, mas como nunca tinha ouvido falar naquele negócio não fui atrás justamente para ter a sensação de ouvir uma banda pela primeira vez ao vivo – é sempre uma experiência interessante. E sou contra aqueles que chegam a um show repleto de informações da Wikipedia que viram dois dias atrás só pra se enturmarem, para artificialmente parecerem algo.

Depois do Mundo Livre perguntei prum moleque do meu lado com quem tava trocando papo: “Ou, que porra é Arcade Fire?” A resposta foi sarcástica: “Tocam reggae” – e prontamente contou seu feito para os amigos que riram do caipira aqui que, contudo, sabia todas as músicas de todos outros artistas (mentira).

Andei ouvindo nestes últimos meses o álbum que então desconhecia – Funeral, de 2004. Pra falar a verdade, viciei neste álbum. Ando em amor por este álbum – acho sensacional mesmo, e fico feliz em ter tido uma experiência estética única: a primeira vez ao vivo com um álbum que considero fenomenal.

Assim como admiro Because of times, do Kings, que veio depois.

É sinal que os gringos não fazem só besteira (homenagem aqui aos neocanadenses). Procurei algum vídeo daquele evento e só achei uns toscos demais. O de cima é de outro.

Aquele foi também o dia da Martinha desmaiar no final do show do Strokes, da minha mina bater numa outra por ciúme. E foi um marco, mesmo, desses que a gente só se apercebe uns 5 anos depois.