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Arquivo da tag: globo

quotiano

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sete acordo com gritos das crianças. o grande vem dormir no colchão com a pequena, a acorda todo santo dia.

A pequena chora, e saio do sofá que dormia desesperado achando que aconteceu algo. mulher.

Beijo em todos.

papelada bagunçada para carro. macbook quebrado de novo.

Carro, sem café ou queijo ou jornal.

sigur rós, golden slumbers, going to california. tudo no repeat.

Setenta quilômetros: pista dupla, caminhões de cana, pista simples, curvas, caminhões de cana, rio, buraco, trevo, córrego, curva da morte, subidona, caminhões de cana. paralelepípedos.

destino: abre portão, fecha portão. abre portãozinho, cumprimenta cachorras, fecha portãozinho.

oi às moças que estão limpando e conversando. Fantástico e Faustão e mega-sena.

café e queijo e jornal. palmeiras na draga, europa afundando, enem preocupa os editores paulistas do Estadão.

Trabalho. Reviso trabalhos dos alunos, anoto suas faltas, planejo a próxima aula. Planejo errado. tenho que voltar do princípio. não tenho mais tempo.

Saio do recinto: praça da matriz: velhos, bêbados, barbeiro, sorveteiro, lixeiro, vereador grudento.

Escada, inventário, contas, ação de cobrança, contas, telefonemas, cálculos, pepinos de toda ordem. dívidas. meu pagamento não caiu. o telefone diz: culpa sua (?).

Saio do recinto: praça da matriz: velhos, bêbados, barbeiro, sorveteiro, lixeiro, prefeito inadjetivável.

Comida. Agora. Desesperadamente. meio dia e meia.

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sobre os donos dos prédios e os porteiros

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a coisa sempre sobra para os porteiros. É esta, como são muitas, uma relação de poder.

De qualquer forma, acho que é uma situação inusitada para a Globo ter uma relação conflituosa com a CBF.

Que o técnico da seleção da CBF é um sujeito no mínimo desequilibrado, não há dúvidas. Coloco este vídeo aqui mais para se notar a cara de louco do Dunga, a cara de psicopata atrás do hemocentro. É de assustar.

Espera-se agora uma resposta do Alex Escobar, que poderia ter vindo na mesma entrevista coletiva.

O problema não é xingar, não… na verdade os xingamentos deveriam ser mais difundidos na nossa sociedade: por quê existem estas palavras-que-não-podem-ser-faladas? Seria um tipo de abracadabra, que nós falaríamos e alguma coisa (ruim) aconteceria?

Sobre jornalões e regulações

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Esta semana o Estadão estampou em primeira capa que Romeu Tuma Junior, secretário de Lula, teria relações próximas demais com a máfia de contrabando chinesa, e mais ainda com o “chefão” Paulo Li (Li Kwok Kwen) a quem teria inclusive convidado para dormir no mesmo quarto de hotel.

No dia seguinte a Folha diz que a denúncia foi exagerada e que Tuma Jr. é amigo de Paulo Li há mais de 30 anos – e Li não seria o todo poderoso da máfia.

Não vou tratar, contudo, de Tuma, mas de Eugenio Bucci, que defendeu em artigo que o Judiciário não pode nunca condenar um jornal.

Ora, vejamos no caso específico: suponhamos que a denúncia do Estadão seja claramente falsa e exagerada, como diz a Folha. Como é que fica? O judiciário não pode se manifestar?
Lembram-se do caso da Escola Base, não é?

Bucci se esqueceu que os media são organizações privadas controladas por agentes privados bastante interessados em certos assuntos, com rixas pessoais como qualquer ente privado.

A possibilidade de censura prévia talvez seja realmente algo exagerado, mas o autocontrole das grandes corporações também não levará a lugar nenhum melhor. E o direito não existe para melhorar nada. Ele não melhora nada nunca, ou melhor, muito raramente melhora algo. Mas a função principal é controlar – e admitir isto proporciona mais bônus que perdas.

Dizer que não é o direito que melhora a mídia é um truísmo e, como tal, não serve para nada.

E mais: esquece-se que o STF considerou a lei de imprensa inconstitucional, mas expressou claramente que o direito civil é aplicável à mídia.

Bucci trabalha com tipos ideais, como se a imprensa service à sociedade e fosse um instrumento da democracia, quando na verdade só quer saber no Brasil é de ganhar algum, com óbvias exceções.

Diálogo com a sociedade? Já viram o setor de cartas dos jornalões?