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campanha não me siga

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a "arte" é microscópica

Não, não consigo escrever algo com menos de não sei quantos caracteres máximos.

Na internet a gente mal lê o que está escrito. A leitura dinâmica impera.

Por esta preguiça e pelas pessoas conseguirem escrever coisas estúpidas em apenas não sei quantos caracteres máximos, lanço mundialmente a “campanha não me siga” no tuíter, pois gosto de escrever e de ler. E gosto das coisas grandes: grandes amigos, grandes orgasmos, grandes jogadas.

E pra bater papo existe a praça.

O que acontece justamente agora não me interessa.

Não me siga, por favor. Vá caçar um grilo pra por uma canga, vá achar sarna pra se coçar.

Obviamente já tinham pensado nisso, aqui por exemplo, em texto mais elegante e de alguma credibilidade – mas neste caso não é uma CAMPANHA.

Pense também na campanha para cancelar sua assinatura da folha e fazer um bem ao mundo. Lembre-se: o Brasil não teve ditadura, teve ditabranda.

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Autoironia: Este é um sinal de quão pulha é nosso engajamento atual neste mundo virtual nada legal e imoral (!).

Será que não há bandeira melhor do que ficar lutando contra empresas privadas que fazem o que bem entendem?

Pois é, o tuíter me pautou. é a vida de um medíocre como eu.

Quer saber? Vou me cancelar também.

Mas quem tem seu tempo neste espaço pode continuar, que aqui num tem passarinho meiginho nenhum. Se não me cancelarem.

Sobre jornalões e regulações

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Esta semana o Estadão estampou em primeira capa que Romeu Tuma Junior, secretário de Lula, teria relações próximas demais com a máfia de contrabando chinesa, e mais ainda com o “chefão” Paulo Li (Li Kwok Kwen) a quem teria inclusive convidado para dormir no mesmo quarto de hotel.

No dia seguinte a Folha diz que a denúncia foi exagerada e que Tuma Jr. é amigo de Paulo Li há mais de 30 anos – e Li não seria o todo poderoso da máfia.

Não vou tratar, contudo, de Tuma, mas de Eugenio Bucci, que defendeu em artigo que o Judiciário não pode nunca condenar um jornal.

Ora, vejamos no caso específico: suponhamos que a denúncia do Estadão seja claramente falsa e exagerada, como diz a Folha. Como é que fica? O judiciário não pode se manifestar?
Lembram-se do caso da Escola Base, não é?

Bucci se esqueceu que os media são organizações privadas controladas por agentes privados bastante interessados em certos assuntos, com rixas pessoais como qualquer ente privado.

A possibilidade de censura prévia talvez seja realmente algo exagerado, mas o autocontrole das grandes corporações também não levará a lugar nenhum melhor. E o direito não existe para melhorar nada. Ele não melhora nada nunca, ou melhor, muito raramente melhora algo. Mas a função principal é controlar – e admitir isto proporciona mais bônus que perdas.

Dizer que não é o direito que melhora a mídia é um truísmo e, como tal, não serve para nada.

E mais: esquece-se que o STF considerou a lei de imprensa inconstitucional, mas expressou claramente que o direito civil é aplicável à mídia.

Bucci trabalha com tipos ideais, como se a imprensa service à sociedade e fosse um instrumento da democracia, quando na verdade só quer saber no Brasil é de ganhar algum, com óbvias exceções.

Diálogo com a sociedade? Já viram o setor de cartas dos jornalões?