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Arquivo da tag: criança

sobre a maria augusta

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Maria Augusta

Final de semana em Ribeirão. As opções de “lazer” são muitas:

29 – Espn

39 – Sportv

44 – Warner

61 – Telecine

Brincadeira. Tinha coisa pra fazer, mas Ribeirão tem um negócio legal: é perto de um monte de lugar bacana: Brotas, Altinópolis, Sampa (+-), Furnas, e… da Serra da Canastra.

Nunca tinha ido, mesmo tão perto. Tive um monte de oportunidades, mas nunca consegui fazer calhar.

Desta vez foi diferente.

Comida mineira, cachoeiras, cerveja, vinho, etc.

Fiz algumas trilhas com um pessoal 4×4, com uns Wrangler e Trollers super equipados – bloqueio num sei do que, controle num sei da onde, diferencial e pneus num sei que lá.

A pergunta de um amigo foi feita: estraga a natureza este esporte da granfinagem?

A resposta: Depende. Um 4 por 4 ajuda e muito em estradas de terra de terreno difícil pra se chegar à algum lugar. Mas a estrada existe, assim como existem estradas asfaltadas. Pensando ambientalmente, uma estrada de terra é bem menos agressiva ao meio ambiente do que a asfaltada, além de restringir em muito o trânsito de carros. Um Jeep trabalha bem, é um aliado pra se curtir uma cachoeira – uma criança não aguenta andar 8 Km pra ir e 8 pra voltar.

Agora, se este jipe for abrir uma trilha nova, como acontece, e passar por um monte de lugares em que nunca se passou, aí a coisa é diferente.

Apesar de emocionante passar nestas estradinhas (superar cada obstáculo com calma e destreza, etc.) que mais parecem um trilho de boi no meio do pasto, o jipe sem nenhuma dúvida interfere em todo ecossitema, desde o microbiológico até o macro.

No mais, espero voltar pra lá com urgência. A próxima é a casca dantas.

À serra da canastra, à Minas e à São joão Batista do Glória, um brinde.

x+4=8

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Ele não é mais o Calvin, mesmo. Está mais para a Alice no país … : curioso, esperto, com umas sacadas desmontantes.

Alice, aliás, é o livro que li pra ele nas férias, ou melhor, li com ele.

Estávamos no supermercado perto de casa, o qual possui uma banca de jornal em frete. Nesta banca vendem-se também dvd´s e cd´s daquele jeito.

O moleque achou esta última versão da Alice e ficou: “Compra”, “Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,

E eu: “Cara, vamos alugar este filme, com uma qualidade um pouco melhor e etc.” e Ele: “Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,”Compra”,

Já dentro do supermercado, cansado de ouvir a palavra que começa com “‘c” e termina com “a”, falei: “Ó, se cê matar esta, eu compro”.

E mandei pro menino de 7 anos:

“X+4=8. Qual o valor de X?”.

E ele: “4+4=8”.

Fiquei branco. “Então, X vale…”

E ele: “mais 4”.

Falei: GANHOU!

Fiquei 5 minutos admirando o menino. E não acredito até agora que acertou uma equação com uma incógnita. Aliás, não acredito até agora.

uma nação imbecil é a que precisa do direito

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Educar as pessoas? Progredir? Não.

Os políticos brasileiros e boa parte da esquerda (neste caso, incongruentemente) gostam mesmo é de lei. LEI! Do ESTADO forte!

Uma sociedade estúpida precisa mesmo do direito para reger todo e qualquer aspecto da vida em sociedade: como transar, como educar seus filhos, como disciplinar as matérias na escola, como cantar o parceiro ou parceira.

Digo isto pelo encontrado no projeto de lei (LEI) de n. 2.654/03.

Não compartilho com os que dão palmadas em seus filhos, mesmo que as chamadas “educativas”, palmadinhas sem dor. Não é este o caminho para uma boa educação.

É verdade também que estas palmadinhas que deixam apenas dolorosos rastros psicológicos podem progredir para castigos corporais mais fortes. Isto também é verdade.

Contudo:

1- As LEIS NÃO ALTERAM PORRA NENHUMA! Veja você quanto subiu a taxa de homicídio no Brasil desde a aprovação das leis dos crimes hediondos (1990).

2 – No caso específico, TODOS SABEM QUE NÃO SE PODE ESPANCAR UMA CRIANÇA! Quem espanca hoje vai continuar ESPANCANDO!

3 – A cultura da repressão e da preguiça prefere, ao invés de um movimento legítimo, nacional e atuante que vise a educação da população brasileira, a LEI!

4 – Co efeito, QUEM FALOU QUE LEI CONSCIENTIZA? O que conscientiza é educação. Veja você o que fizeram com a maravilhosa (sério) constituição de 1946 no abril de 1964.

5 – A tutela pela educação das crianças é dos pais, que devem tocar esta vida da maneira que acharem correta. Isto não quer dizer, é claro, que podem espancar uma criança, matar a criança de tanto dar doce ou de não levá-la na escola.

6- A constituição, tratados internacionais, o código penal e o ECA já proíbem castigos físicos. De que vale esta lei, que sequer prevê sanções sérias? O ECA já previa a tal da conscientização através de uma série de medidas.

7 – Portanto, a lei não é cumprida e é ignorada. Qual a solução? OUTRA LEI.

O caminho para a sociedade brasileira crescer, nesta visão, é outro e passa bem longe do direito e das leis. Estas servem atualmente apenas para viúvas da revolução francesa e do Iluminismo (como Marx), estes que querem levar a “razão” e as “luzes” a todos.

Depoimento este de um cara que nunca apanhou de mãe ou de pai, este, por sua vez, espancado quando criança.

A diferença desta lei é que não existe mais a figura de castigo moderado ou imoderado, como previa o artigo 136 do Código Penal. O problema, vejam, é que com a lei o problema não resolve. E, no caso, o problema é das crianças e, assim, elas vão continuar a apanhar por mais 70 anos em virtude de uma política legislativa que fecha os olhos à realidade e lava as mãos apenas por que o presidente sanciona uma lei.

Sou contra a cultura da violência. Sou contra, da mesma forma, a cultura legalista, iluminista e preguiçosa dos iluminados. Mesmo se se admitir que deve acabar o castigo moderado ou não.

Em vez de vigiar e punir, a idéia do Brasil é não Educar e CASTIGAR!

QUE VIVAM AS LEIS! QUE VIVA UM PAíS QUE SE ENGANA APROVANDO LEIS! AGORA VAI!

Sobre ter o Calvin em casa

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Conhece o Calvin, né?

Perguntei ao meu hoje, que estava no banco de trás do carro:

– Calvin, que você está pensando aí, hein?

– Que deve ser muito gostoso voar.

Criança é demais. É o contato com o infinito e com o absoluto que me falou Peirce um dia.

É você ser muito feliz com pequenas coisas que parecem bestas e que a maioria esmagadora das pessoas odeia, como limpar peixes com o marido ou levar seu filho na escola, no meu caso.

Calvin pode ser observado com um certo olho: é um menino espantado com o mundo e com a própria compreensão que consegue já ter, e justamente por isso pode ser tão mágico ler seus quadrinhos. O mundo é espantoso, é grande, e a fantasia é como ele processa.  Mas constantemente a imaginação é parada, mesmo com os pais (no caso do Calvin) portarem-se de forma gentil e compreensiva na maioria das vezes.

O Calvin não vive para sempre, um dia vira outro.

última tirinha do Calvin

E eu disse, no fim:

– Também queria poder voar, filho.