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Arquivo da tag: Chic Hernandez

sobre como realizar sonhos

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da certeza

Meus últimos dias foram bem agitados.

As noites foram quentes: augusta e josé bonifácio, são paulo e ribeirão em 2 dias. Sem dormir.

Em são paulo a guinness e em ribeirão o centro ocupado. Descobri ontem que papel é uma gíria para cocaína, e anteontem redescobri (é possível redescobrir algo?) como é aterrorizante pousar em Congonhas.

Mas, pra variar, o assunto não é esse. é sobre a realização de sonhos.

Quase nos trinta, meus amigos começam a rumar na vida (ok, nem todos). Da Faculdade que larguei, parece que todos vão muito bem. Os sonhos, em sua imensa maioria, mudam. E, se já estamos mais perto do que foi projetado, surgem mais sonhos, na escravidão da escolha a que fomos condenados.

Em Ribeirão, ver um amigo tocando as próprias músicas num lugar grande é realmente emocionante – quase chorei mais de uma vez. Este já realizou boa parte dos sonhos, pelo menos nesta área da vida – é de um talento imenso.

O engraçado é só que os caras da banda, todos camaradas, vieram depois do show,

e eu: “parabéns, parabéns”.

E eles: “pára (sic) com isso. O que a gente errou?”

“Sei lá. Achei ótimo”.

“Pode falar. Você viu que a gente errou toda hora, né. Cê tá tirando onda cum nóis, hein!”.

A coisa tava tão feia pro meu lado que fui obrigado a falar: “Ok, ouvi um errinho ou outro assim e assado”. Apaziguei mentindo – tava bêbado demais pra brigar. A noite foi sensacional.

Sobre sonhos, novamente: os meus, os seus, os nossos, não vão se realizar. Disso tenho certeza.

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Acima está uma música que fiz hoje. Não tá boa, não dá pra myspace, mas vejam vocês o que disse outro dia sobre meios-talentos. Toco a batera, o baixo e as duas guitarras. E, assim como um pato que nem voa nem anda nem nada bem, não faço nada direito – ficou horrível e com duas notas;;; Coloco aqui apenas para não fazer coleções de música e ilustrar o ilustrado e fichar o fichado e ver o óbvio.

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E tive um dia dos pais lindo.

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espaço cultural a coisa

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Φ À beira do penhasco, com a velha cidade a te olhar, com a câmara dos deputados e a vila tibério a te olhar, conheci um lugar realmente especial em Ribeirão Preto. “A Coisa” tem vários ingredientes que podem dar caldo bom, principalmente neste comecinho de frio – e não sei como ainda não conhecia esta casa.

Além da vista espetacular de Ribeirão, o pessoal predominantemente universitário e em geral um pouco mais velho do que se encontra em muitas baladas (o que é bom) faz com o clima seja de paz e de festa ao mesmo tempo. Isto em função de haver ambinetes externos os quais permitem uma boa conversa ao pé do ouvido, sem se incomodar com a música lá dentro.

Em tempos de calor a coisa deve ser mais complicada. O teto é baixo, e deve cozinhar as pessoas – este é o aspecto ruim que ao mesmo tempo dá aquele clima underground, como me lembro em casas paulistanas como a borracharia (o piso superior), Tapas Club (também o piso superior), e aqueles lugarzinhos de Perdizes ao lado da PUC em que se jogava bilhar.

Este post começou falando do penhasco. O desfiladeiro que salta aos olhos é recheado de árvores e dá uma estranha sensação, parece que a vida está ali naquele escuro e naquelas árvores mal iluminadas. O que nos ampara nesta casa é um simples amparo de concreto. A beira do penhasco é curta, mas não é estreita.

Vale muito a visita, e vou acompanhar alguns outros eventos para ver como é o esquema mesmo. A banda que tocou, Chic Hernandez, é de amigos meus e, assim, não posso fazer comentários nem perto de imparciais. Deixo apenas um salve para as meninas do “Pé na tábua”, do sapateado, que deram um ar encantador à noite, com momentos de poesia.

A coisa

http://espacoacoisa.blogspot.com/

rua Amador Bueno, 1300

Pertinho do Conservatório Vila Lobos , no final da nove de julho.

ida em 09 de abril de 2010