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sobre a saudade de São Paulo

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Publico depois de cinco parágrafos um rascunho que estava entre os posts deste blog, datado de 14-04-2010.

Não sei porque comecei a escrever e parei sobre a cidade mais instigante e intrigante que conheci até hoje. Tenho hoje novamente muita saudade de São Paulo e de suas esquinas. Uma cidade em labirinto que grita, que não possui qualquer cartão postal, cheia de buquês e bares cheios, como diz a música do Criolo.

De qualquer maneira, encontrar entre anotações os mesmíssimos sentimentos que carrego ainda agora é algo que a um só tempo mostra um continuum e um ordenamento doce da trilha caótica que atravesso.

Acho que não publiquei o texto pelo elogio que faço do ambiente universitário paulistano. Não é de alta ou altíssima qualidade; em geral, é o contrário: vejo estudantes das faculdades públicas ou privadas orgulhosos ou envergonhados do que e onde estudam, achando que as estrelas que seu curso possui no guia do estudante do ano irão pautar sua vida eternamente. Daí criam rixas imbecis com outras faculdades, têm músicas, confetes, mascotes, marcas de bebidas, roupas, tênis, esportes particulares e drogas próprias que os livram do resto e garantem o reconhecimento banal entre os pares durante quatro ou cinco anos. Enquanto isso, tocam sua vida desesperadamente sem estudar muito, no que em relação ao desespero, por sinal, fazem bem.

Acreditam tão profundamente que realmente as estrelas que seu curso possui no guia do estudante do ano irão pautar sua vida eternamente.

De outro lado, vejo professores em geral buscando sobreviver com a crença de que fazem algo de bom à sociedade, quando não estão apenas de olho no saldo bancário a engordar, no caso de alguns principalmente do direito.

***

segue o rascunho inalterado.

São Paulo é um grande ponto de interrogação na minha vida. Fui pra lá com uns 19 anos, iniciei duas faculdades, larguei abruptamente duas faculdades, e voltei ao interior.

Hoje faço mestrado em São Paulo e, assim, tenho de viajar pra lá toda semana.

É uma cidade magnífica, sob muitos pontos de vista. O ambinete universitário de alta, ou mesmo de altíssima qualidade, é muito legal.

Não tem deus em são paulo, contudo.

**

São os grafites debaixo da paulista.

(fim do rascunho).

Talvez a música abaixo seja um pouco óbvia. Como li outro dia, de repente todos começaram a ouvir criolo. Ele é bom, sim, mas este movimento do rebanho em busca de escutar as mesmas coisas me chama a atenção e de certa forma me encanta. Do Rômulo Fróes, pouco ouço falar do disco novo. E como ele é bom.

sobre ver cavalos pulando

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Com exceção do champagne às três da tarde em Ribeirão, com exceção da música ruim tocando atrás, com exceção das cocotas a exibir bolsas Louis Vuitton, com exceção dos rapazes a pavonar com óculos mais ridículos que os meus, com exceção da ostentação barata, com exceção, enfim, de 90 porcento das pessoas, assistir a cavalos pulando é um espetáculo muito bonito para adultos e crianças.

O desafio é grande, e nós ficamos torcendo pelo cavalo que dá saltos realmente impressionantes ao vivo. Sempre achava que o obstáculo era alto demais para a distância em que começam a pular.

A foto acima é minha mesmo, mas não tenho ideia de quem está montando nem o nome do animal. Se alguém por acaso souber, agradeço. Se a pessoa desejar que eu retire a foto, também o faço.

Este evento foi na Hípica de Ribeirão Preto, estava lá por que era aberto ao público. Qualificava para a Athina Onassis International Horse (assim?), e, seja lá o que for isto, era alguma coisa importante para os participantes. A hípica estava lotada de gente e cavalos (quase 400). Para quem não queria ficar na poltrona em dia de domingo, foi ótimo.