Assinatura RSS

Arquivo da tag: casa noturna

espaço cultural a coisa

Publicado em

Φ À beira do penhasco, com a velha cidade a te olhar, com a câmara dos deputados e a vila tibério a te olhar, conheci um lugar realmente especial em Ribeirão Preto. “A Coisa” tem vários ingredientes que podem dar caldo bom, principalmente neste comecinho de frio – e não sei como ainda não conhecia esta casa.

Além da vista espetacular de Ribeirão, o pessoal predominantemente universitário e em geral um pouco mais velho do que se encontra em muitas baladas (o que é bom) faz com o clima seja de paz e de festa ao mesmo tempo. Isto em função de haver ambinetes externos os quais permitem uma boa conversa ao pé do ouvido, sem se incomodar com a música lá dentro.

Em tempos de calor a coisa deve ser mais complicada. O teto é baixo, e deve cozinhar as pessoas – este é o aspecto ruim que ao mesmo tempo dá aquele clima underground, como me lembro em casas paulistanas como a borracharia (o piso superior), Tapas Club (também o piso superior), e aqueles lugarzinhos de Perdizes ao lado da PUC em que se jogava bilhar.

Este post começou falando do penhasco. O desfiladeiro que salta aos olhos é recheado de árvores e dá uma estranha sensação, parece que a vida está ali naquele escuro e naquelas árvores mal iluminadas. O que nos ampara nesta casa é um simples amparo de concreto. A beira do penhasco é curta, mas não é estreita.

Vale muito a visita, e vou acompanhar alguns outros eventos para ver como é o esquema mesmo. A banda que tocou, Chic Hernandez, é de amigos meus e, assim, não posso fazer comentários nem perto de imparciais. Deixo apenas um salve para as meninas do “Pé na tábua”, do sapateado, que deram um ar encantador à noite, com momentos de poesia.

A coisa

http://espacoacoisa.blogspot.com/

rua Amador Bueno, 1300

Pertinho do Conservatório Vila Lobos , no final da nove de julho.

ida em 09 de abril de 2010

Sobre a cena da augusta – Druques

Publicado em

Ouvi um par de bandas naqueles bares da Augusta no ano que recentemente acabou, 2009.

Falarei hoje de uma banda chamada Druques: http://www.myspace.com/druques

Não a conhecia, e me impressionou muito ao vivo: energia, instrumentos com personalidade, bem ensaiados; o vocalista apenas cantava sem grandes pretensões e não ficava enchendo o saco passando uma mensagem para mudar o mundo, o que não caberia naquela hora.

Ao passar das semanas fui ouvir a produção desta banda em estúdio. A influência que pelo adiantado da hora não era tão óbvia é clara demais: trata-se de uma tentativa de tocar Strokes em português – o que não teria nada de errado, a não ser que se trata de uma banda talentosa e que possui capacidade de fazer algo mais inovador do que fez.

O vocal é distorcido como o do Casablancas. A guitarra tem aqueles solinhos despretensiosos ao ritmo certinho da bateria, que é conduzida por um humano tocando como computador. E as letras são legais, com certa sinceridade juvenil (tipo “penso em em matar”), o que combina, orna.

É, portanto, legal, mas parecido demais com Strokes, e depois de um tempo para quem ouviu tanto a banda de Nova York o grupo paulistano fica enjoativo. Não dá pra ouvir mais do que duas vezes.