Assinatura RSS

Arquivo da tag: apple

Sobre uma marca que se acha – o conto apple e macbook

Publicado em

 

Sempre digo ao meu filho quando este quer algum presente novo, algum brinquedo que voa, algum prato de alguma rede de fastfood que supostamente vende comida saudável ou qualquer coisa do tipo: a propaganda serve para mentir.

Claro que digo assim porque o vocabulário de uma criança ainda não consegue aguentar o peso e o sarcasmo tal qual eu entendo o mundo. Gostaria de dizer que eles enganam muitas vezes, que eles distorcem e dissimulam a realidade para ter mais lucro, mas a deixaria confusa demais.

A Apple é uma marca capitalista que visa o máximo lucro. Recentemente passou a Microsoft em valor de mercado, e possui fãs, como sou eu em relação a um canhão que joga no Palmeiras.

Esta marca escolhe a dedos que tipo de produto pode ou não aparecer em sua loja, que tipo de software é permitido. São muito rígidos. A livre informação não é algo que Steve Jobs goste muito. Pra ser sincero, cada dia tenho mais medo do que será a internet no futuro se empresas como a Apple passarem a mandar ainda mais.

Dito isso, e sabendo que a internet não é, nunca foi e nunca será livre uma vez que dependente de grandes irmãs corporações, passo às considerações sobre minha experiência com um Macbook branco – late 2009.

No começo tudo era absolutamente bom. Comandos fáceis, interface legal, bonitinho, leve. A falta de um teclado ABNT2 era um problemão pra mim, mas acho que resolvi pela internet no segundo mês. Não sofri tanto com a adaptação.

Começou a dar pauzinhos. Os pauzinhos foram se acentuando e viraram pauzões. Vendo que a situação não estava boa, fiz backup dos arquivos mais importantes.

Os problemas continuaram, e levei o laptop a uma assistência autorizada de Ribeirão. O cara nem bem olhou o cpu (não tinha nem ligado) e já me disse: precisa de mais memória, fica 600 à base de troca. Eu, pacientemente, fingindo que estava tudo bem, liguei e mostrei pra ele: Olha, outro dia nem ligou, o que será que é, não rodo nada pesado… Mas ele manteve: precisa de mais memória, fica 600 à base de troca.

Agradeci a atenção dispensada. Dois dias depois o macbook não ligou mais, como no vídeo acima. Tentei todas as recomendações do site da apple, mas meu buraco era mais embaixo.

Vi minha nota fiscal: a compra foi em 16/11/2009. Levei pra sampa correndo, cheguei numa assistência lá e, aos 45 do segundo arrependido, salvo e perdoado, consegui.

Comprei um mac pela imagem de sistema estável e confiável. Gastei o que não tinha pra preservar meus dados – como advogado, estudante, arremedo de músico e arremedo de escritor, considero talvez o mais importante para meu trabalho os dados, as produções.

Tinha um acer meio mequetrefe que durou exemplarmente três anos, sem nunca dar pau. Taí minha história, e espero que tenha final feliz.

 

Anúncios

Mundinho Apple

Publicado em

Escrevi há uns dois dias atrás sobre a vinda no Macbook Pro com processadores i5 e i7 da intel. Como este é um blog, falo sobre minha vida, de aspectos específicos que me interessam. E me interessa um macbook.

Agora, aquele post também foi uma brincadeira. Depois que comprei um mac, há uns seis meses, li muito para melhor usar o sistema operacional, e vejo como as pessoas que estão na onda da apple são fascinadas pela própria marca. Não tem graça nenhuma. É bem pior que o brilho exercido pela Nike, Coca-cola e outras marcas.

A apple representa um novo passo da relação entre marcas e seres humanos. Uma apple girl ou apple boy é uma pessoa mais que identificada com a marca: ela é a marca e além do orgulho assume que tomou uma série de atitudes condizentes com a marca. Defende a marca. Quer o fim de outras marcas para que o Ipad venda mais – o fim do Flash, por exemplo, com é comum se ler por aí. Torce para que a empresa de Jobs venda mais Ipods na Suíça ou na Indonésia.

Se a Toyota fez com que os trabalhadores tivessem orgulhos de produzir determinado objeto, a apple faz com que haja um locus específico para seus clientes…. é como se fosse um clube, uma associação, uma torcida, uma gangue.  É ainda o fetichismo da mercadoria do velho Marx, mas com algo mais, que gostaria de saber expressar melhor. É como uma feitiçaria.

E não, não quero destemperadamente um Macbook Pro nem esperava ansiosamente pelo novo macbook. Se puder, comprarei um, mas sei bem que é apenas um objeto e que a apple ou o Steve Jobs não são melhores que a Microsoft ou o Bill Gates. Em nada.

Novo Macbook Pro 2010 lançado!

Publicado em

Não é o caso específico deste blog, mas para quem esperava ansiosamente o lançamento de um novo macbook pro com os processadores i5 e i7, como eu, estes já podem ser vistos em www.apple.com/br/mac/whichmacbook/compare.html. Não há, ainda, informação de preços. Quem deu a dica foi www.macrumors.com e, antes, www.appleinsider.com/articles/10/04/13/sources_reveal_specs_of_apples_macbook_pro_refresh.html.

Tudo indica o salto em poder de processamento esperado; a porta FireWire 800 foi mantida, claro, mas parece que o macbookpro mais básico, de 2.4 GHz, não tem o processador i5, o qual seria destinado apenas para o portátil a partir de 15 polegadas – pelo menos não é precisa a informação no site. Será isto mesmo?

[Retificando: há, sim, o anúncio de preço agora também para o Brasil: começa em R$ 3.799,00 e vai até 8.199,oo reais, uma bela grana.]

 

macbookpro 2010

macbookpro 2010

Para quem precisa e gosta de bons computadores, é bom saber que a Apple hoje traz seus lançamentos imediatamente para o Brasil…. às vezes o que atrasa é a burocracia tupiniquim.