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Arquivo da tag: a coisa

cidade nota 5,5

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Que Ribeirão Preto é uma cidade nota 5,5 (lê-se cinco e meio) para se viver, muita gente sabe.

Não, não sinto falta de não ter um lugar que venda 24 horas por dia o broche vermelho raro do lado B da terceira fita demo da banda cover do primo do meio-irmão do cunhado do desafeto do holding (?) do Sigur Rós.

Nesta vaga e imprecisa e obscura e parcial e imbecil opinião, faltam, entre outras coisas, barzinhos indie pra sair. Daí minha alegria quando descubro lugares como a coisa. Barzinhos sem grandes pretensões mas com algo a mais de esquisito para se oferecer, como é o caso da Carniceria ou do Tapas em São Paulo ou, ainda, da Borracharia (acho que ficava na Vila Madalena, não é? -será que ainda existe?).

Mas uma coisa que para mim faz a nota crescer de vez em quando é o privilégio de contar com o chopp fresco. Se na época de meus avós ou pais era no Pinguim, hoje está na Colorado o diamante.

Pede-se o chopp e ele vem fresquinho na sua casa, pois acabou de ser engarrafado no bairro ao lado – há também a opção do bar. E, claro, a bebida é de qualidade mundial. Não dá pra ir ou pedir toda semana, mas tudo bem.

Hoje teremos em casa a cerveja Colorado Ithaca, edição limitada, com rapadura queimada na fórmula, que só se encontra em lugares precisos de Ribeirão ou pela internet. Será que é boa?

Todos os caros leitores estão convidados.

espaço cultural a coisa

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Φ À beira do penhasco, com a velha cidade a te olhar, com a câmara dos deputados e a vila tibério a te olhar, conheci um lugar realmente especial em Ribeirão Preto. “A Coisa” tem vários ingredientes que podem dar caldo bom, principalmente neste comecinho de frio – e não sei como ainda não conhecia esta casa.

Além da vista espetacular de Ribeirão, o pessoal predominantemente universitário e em geral um pouco mais velho do que se encontra em muitas baladas (o que é bom) faz com o clima seja de paz e de festa ao mesmo tempo. Isto em função de haver ambinetes externos os quais permitem uma boa conversa ao pé do ouvido, sem se incomodar com a música lá dentro.

Em tempos de calor a coisa deve ser mais complicada. O teto é baixo, e deve cozinhar as pessoas – este é o aspecto ruim que ao mesmo tempo dá aquele clima underground, como me lembro em casas paulistanas como a borracharia (o piso superior), Tapas Club (também o piso superior), e aqueles lugarzinhos de Perdizes ao lado da PUC em que se jogava bilhar.

Este post começou falando do penhasco. O desfiladeiro que salta aos olhos é recheado de árvores e dá uma estranha sensação, parece que a vida está ali naquele escuro e naquelas árvores mal iluminadas. O que nos ampara nesta casa é um simples amparo de concreto. A beira do penhasco é curta, mas não é estreita.

Vale muito a visita, e vou acompanhar alguns outros eventos para ver como é o esquema mesmo. A banda que tocou, Chic Hernandez, é de amigos meus e, assim, não posso fazer comentários nem perto de imparciais. Deixo apenas um salve para as meninas do “Pé na tábua”, do sapateado, que deram um ar encantador à noite, com momentos de poesia.

A coisa

http://espacoacoisa.blogspot.com/

rua Amador Bueno, 1300

Pertinho do Conservatório Vila Lobos , no final da nove de julho.

ida em 09 de abril de 2010