Assinatura RSS

Arquivo da categoria: Ribeirão Preto

agrishow

Publicado em

Nesta época costuma Ribeirão ficar mais nojenta .

yoshitaka amano

O tempo andou mexendo comigo, sim. Não esqueço que a felicidade é uma alma que se come fria, e se faz todo dia, face a face com um espelho.

Não sei ainda por quanto tempo conseguirei conviver nesta cidade. A culpa, na real, acho que não é das cidades que morei. 6 no total.

Acho que a estabilidade é algo que sempre me incomodou muito, mas agora não depende a coisa apenas de mim. Como o tempo não haveria de mexer?

Mas esse negócio de feira de agronegócio… com a cidade explodindo, caindo aos pedaços e à míngua … haja reticências …

Anúncios

sobre o pianista

Publicado em

 

uma cortina vermelha, um terno café. Frio desgraçado, piano preto e gosto de amora na boca.

(    )

O pianista zagueia só sua mão esquerda – faz

silêncio.

toca grave – toca sombra

tristeza jeca de um

[este ouviu]

outro criado

aqui fazer silêncio em um

piano

de calda por toda madeira

da sala para 100.

dez segundos entre a última nota e (os aplausos a estragar o que restou

da música

da madeira

da sombra).

(desenho dado e dedicado a André Mehmari)

sobre usar cocaína

Publicado em

..
………………………
………………………………….
………………………
……..

.

Algo de muito estranho ronda as noites do interior.

Sempre soube e vi o uso de drogas por aqui. Vi maconha, cocaína, ecstasy, cola, lsd. Não é nenhuma novidade.

De minha parte, prefiro a viagem sóbria: ler um livro (leio hoje Palmeiras selvagens de Guilherme Faulkner), ver um filme (vejo hoje Metropolis de Fritz Lang), tocar e fazer um som – são coisas que permitem um contato com algo quase sobre-humano. Um toque no que não pode ser dito, digamos assim.

A grande contradição nisto é o álcool etílico. Bebo bem e constantemente há 11 anos.

Em minha infância e adolescência incutiram-me um grande medo a respeito das drogas ilegais, mas com o álcool (vinho e cerveja) a coisa foi diferente. Assim, não uso drogas tanto pelo medo primordial quanto por gostar de ter prazer com outras coisas (culturais, por assim dizer), com esta contradição.

Pelo menos é assim que me resolvi. Deve haver mais fundo.

O que ronda o interior e me assusta é a cocaína: vejo hoje amigos de infância, de criação (prefiro a palavra “criação” a “educação”, ao contrário da auto-ajuda inútil), cheirando pó quase todos os dias. Não me parecem felizes, não, usando a droga.

São os mesmos que com 18 anos atacavam viceralmente os que fumavam maconha, que repudiavam em sua certeza de criados em uma mentalidade de cidade pequena qualquer coisa que fugisse do padrão escola-faculdade-profissão estável-felicidade.

Como o trem do mundo, este ritmo quase-trinta-anos me assusta.

Entendo e não vou discriminar estes amigos, deixá-los de lado – o contato já pouco atualmente. Estou mais assustado que tudo e com medo. Um medo burguês? Pode ser. Sempre achei que mais vale a vida prazerosa que esta tentativa de prolongamento vã e inútil do mais viver deste começo de século.

À felicidade, desesperadamente.

sobre a secretaria da fazenda em ribeirão

Publicado em

Bem, nas minhas aventuras por entre fóruns, escritórios, matas e fazendas, uma das coisas mais absurdas que conheço é a Secretaria da Fazenda de São Paulo em Ribeirão Preto.

Localização? Av Pres Kennedy, 1550 – Ribeirânia, perto do novo shopping.

A localização não é ruim, embora pudesse ser melhor. É uma zona movimentada em Ribeirão.

O problema é chegar até a secretaria para falar com os atendentes sobre ICMS, ITCMD e etc. Veja:

Secretaria estadual da Fazenda

O ônibus para bem longe. Se você estiver de carro, que é meu caso, aí o caldo engrossa e entorta de vez.

Na avenida não há lugar para parar, em nenhum dos lados. Paro o carro numa ruazinha afastada.

A faixa de pedestre mais próxima está a três quilômetros. E do outro lado da avenida não tem como passar.

A pessoa, como eu, de camisa e cheio de documentos muito importantes (notificações e guias de impostos, inventários, contratos sociais e etc.), tem de correr por duas faixas de uma das avenidas mais movimentadas de Ribeirão, correndo SÉRIO risco de atropelamento.

Veja: eu não faço distinção entre o governo municipal, estadual ou federal. Na minha visão, trata-se do estado, e as subdivisões são administrativas.

===============================

Este estado mostra sua delinqüência:

1- Não oferece meios de chegar até uma importante repartição pública. 2- Obriga, ao mesmo tempo, você ir a esta repartição. 3- Obriga você a colocar sua vida em risco – e em risco colossal. 4 – Tudo isso pra cobrar imposto de você, muitas das vezes um imposto mal lançado.

Passo por esta via-crucis toda semana. Que fique registrado que acho o estado no Brasil uma porcaria.

sobre a maria augusta

Publicado em

Maria Augusta

Final de semana em Ribeirão. As opções de “lazer” são muitas:

29 – Espn

39 – Sportv

44 – Warner

61 – Telecine

Brincadeira. Tinha coisa pra fazer, mas Ribeirão tem um negócio legal: é perto de um monte de lugar bacana: Brotas, Altinópolis, Sampa (+-), Furnas, e… da Serra da Canastra.

Nunca tinha ido, mesmo tão perto. Tive um monte de oportunidades, mas nunca consegui fazer calhar.

Desta vez foi diferente.

Comida mineira, cachoeiras, cerveja, vinho, etc.

Fiz algumas trilhas com um pessoal 4×4, com uns Wrangler e Trollers super equipados – bloqueio num sei do que, controle num sei da onde, diferencial e pneus num sei que lá.

A pergunta de um amigo foi feita: estraga a natureza este esporte da granfinagem?

A resposta: Depende. Um 4 por 4 ajuda e muito em estradas de terra de terreno difícil pra se chegar à algum lugar. Mas a estrada existe, assim como existem estradas asfaltadas. Pensando ambientalmente, uma estrada de terra é bem menos agressiva ao meio ambiente do que a asfaltada, além de restringir em muito o trânsito de carros. Um Jeep trabalha bem, é um aliado pra se curtir uma cachoeira – uma criança não aguenta andar 8 Km pra ir e 8 pra voltar.

Agora, se este jipe for abrir uma trilha nova, como acontece, e passar por um monte de lugares em que nunca se passou, aí a coisa é diferente.

Apesar de emocionante passar nestas estradinhas (superar cada obstáculo com calma e destreza, etc.) que mais parecem um trilho de boi no meio do pasto, o jipe sem nenhuma dúvida interfere em todo ecossitema, desde o microbiológico até o macro.

No mais, espero voltar pra lá com urgência. A próxima é a casca dantas.

À serra da canastra, à Minas e à São joão Batista do Glória, um brinde.

Sobre uma marca que se acha – o conto apple e macbook

Publicado em

 

Sempre digo ao meu filho quando este quer algum presente novo, algum brinquedo que voa, algum prato de alguma rede de fastfood que supostamente vende comida saudável ou qualquer coisa do tipo: a propaganda serve para mentir.

Claro que digo assim porque o vocabulário de uma criança ainda não consegue aguentar o peso e o sarcasmo tal qual eu entendo o mundo. Gostaria de dizer que eles enganam muitas vezes, que eles distorcem e dissimulam a realidade para ter mais lucro, mas a deixaria confusa demais.

A Apple é uma marca capitalista que visa o máximo lucro. Recentemente passou a Microsoft em valor de mercado, e possui fãs, como sou eu em relação a um canhão que joga no Palmeiras.

Esta marca escolhe a dedos que tipo de produto pode ou não aparecer em sua loja, que tipo de software é permitido. São muito rígidos. A livre informação não é algo que Steve Jobs goste muito. Pra ser sincero, cada dia tenho mais medo do que será a internet no futuro se empresas como a Apple passarem a mandar ainda mais.

Dito isso, e sabendo que a internet não é, nunca foi e nunca será livre uma vez que dependente de grandes irmãs corporações, passo às considerações sobre minha experiência com um Macbook branco – late 2009.

No começo tudo era absolutamente bom. Comandos fáceis, interface legal, bonitinho, leve. A falta de um teclado ABNT2 era um problemão pra mim, mas acho que resolvi pela internet no segundo mês. Não sofri tanto com a adaptação.

Começou a dar pauzinhos. Os pauzinhos foram se acentuando e viraram pauzões. Vendo que a situação não estava boa, fiz backup dos arquivos mais importantes.

Os problemas continuaram, e levei o laptop a uma assistência autorizada de Ribeirão. O cara nem bem olhou o cpu (não tinha nem ligado) e já me disse: precisa de mais memória, fica 600 à base de troca. Eu, pacientemente, fingindo que estava tudo bem, liguei e mostrei pra ele: Olha, outro dia nem ligou, o que será que é, não rodo nada pesado… Mas ele manteve: precisa de mais memória, fica 600 à base de troca.

Agradeci a atenção dispensada. Dois dias depois o macbook não ligou mais, como no vídeo acima. Tentei todas as recomendações do site da apple, mas meu buraco era mais embaixo.

Vi minha nota fiscal: a compra foi em 16/11/2009. Levei pra sampa correndo, cheguei numa assistência lá e, aos 45 do segundo arrependido, salvo e perdoado, consegui.

Comprei um mac pela imagem de sistema estável e confiável. Gastei o que não tinha pra preservar meus dados – como advogado, estudante, arremedo de músico e arremedo de escritor, considero talvez o mais importante para meu trabalho os dados, as produções.

Tinha um acer meio mequetrefe que durou exemplarmente três anos, sem nunca dar pau. Taí minha história, e espero que tenha final feliz.

 

identidade secreta

Publicado em

omicrobio num pico em Ribeirão Preto

Cansei de ser fernando pessoa. A foto em cima sou eu aqui em Ribeirão. Agora sou Bakhtin, e omicrobio sou eu.